quinta-feira, novembro 11, 2004

Blog fora do ar!!!

Por graves problemas técnicos estaremos fora do ar por pelo menos uma semana. Pedimos desculpas pelo transtorno.

quarta-feira, novembro 10, 2004

Uma batata quente na Nova Zelândia

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Monsanto, Bayer e Unilever acusadas de permitir trabalho infantil na Índia

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terça-feira, novembro 09, 2004

Os donos do saber

Como as grandes corporações capitalistas desenvolvem, sem alarde, tecnologias que poderão obrigar as sociedades a lhes pagar royalties pelo acesso à vida e à cultura

Em Planeta Porto Alegre
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Técnico não veio: voltamos na quarta!!!

Amigos, como estamos no Brasil e a instalacao do Velox detonou meu sistema operacional do PC e fica por isso mesmo, soh atualizaremos o site à meia noite de terça-feira. O técnico disse que vinha na terça, mas como vivemos no Brasil, aguardemos.

sexta-feira, novembro 05, 2004

Voltamos na terça!!!

Na terça pela manhã este blog estará normalizado e cheio de novidades. Este é o veículo ideal para quem não quer se aborrecer com listas de discussão. E na terça voltaremos com força total com tudo que você não lê por aí. Estamos com problemas técnicos. Mas vocês não perdem por esperar!!!

quarta-feira, novembro 03, 2004

Problemas técnicos

Por problemas técnicos, nosso blog não está sendo atualizado. Mas provavelmente ainda hoje o serviço voltará ao normal com novidades que você não lê em nenhum outro lugar.

segunda-feira, novembro 01, 2004

Tailândia no centro da controvérsia sobre transgênicos

O mamão transgênico lançou a Tailândia no mapa dos países que são céticos sobre esta tecnologia.
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domingo, outubro 31, 2004

Artigo de um mestre

Segue abaixo matéria publicada recentemente no Estado de S. Paulo pelo grande Washington Novaes, que dispensa apresentações. Tentamos entrar em contato por email por duas vezes com Washington para nos abrir o link desta matéria mas não fomos bem-sucedidos.
Por isso você está lendo a matéria abaixo na íntegra, e não em link como costumamos fazer.
Pedimos desculpas pelo transtorno.
Transgênicos : sem estratégia, sem nada
WASHINGTON NOVAES*
Contrariando a opinião do então candidato do PT à Presidência, durante a campanha de 2002 "liberar os transgênicos é burrice" e preferindo a opinião mais recente do presidente desse partido "o Brasil está maduro e preparado para liberar os transgênicos" (Agência Estado, 23/9) , o Senado aprovou na semana passada o substitutivo que confere à Comissão Técnica Nacional de Segurança (CTNBio) poderes para decidir sobre a liberação de experiências científicas e plantio comercial de organismos geneticamente modificados.

Ao contrário do que aprovara antes a Câmara dos Deputados, os Ministérios do Meio Ambiente e da Saúde não terão como exigir estudos prévios de impacto ambiental ou de riscos para a saúde. Só poderão, se inconformados, recorrer ao Conselho Nacional de Biossegurança (11 ministros). A Câmara dos Deputados terá de pronunciar-se outra vez, pois o texto que aprovara foi modificado.

É muito preocupante que se tenha chegado a esse ponto, sem que o País tenha definido qual é sua estratégia em relação a alimentos transgênicos: se prefere ser o grande fornecedor mundial de alimentos não modificados, para atender aos grandes mercados que rejeitam transgênicos (Europa, Japão, 73% do mercado brasileiro); se prefere ter áreas reservadas a transgênicos e áreas para não-transgênicos (como preferem vários Estados e municípios); ou se prefere não ter estratégia alguma, como parece ser o caso ,e poderá custar caro.

Se prevalecer o projeto aprovado pelo Senado, o atropelo jurídico terá sido dos mais escandalosos da História: ignora-se a Constituição federal, que assegura (artigo 225, parágrafo 1.º, inciso IV) a realização de estudo prévio de impacto ambiental, se oMinistério do Meio Ambiente achar necessário (e ele acha); passa por cima de sentenças judiciais em vigor, que exigem estudos prévios e rotulagem; ignora decisões do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que exigem o estudo prévio de impacto; anula a competência atribuída ao SUS pelo artigo 200 da Constituição para controlar produtos que podem afetar a saúde; passa por cima da Lei de Agrotóxicos (7.802/89); e solenemente dá as costas às declarações e convenções internacionais homologadas pelo Brasil, principalmente a Convenção sobre a Diversidade Biológica, que exigem, em casos como esse, a observância do princípio da precaução (que se efetivaria com o estudo prévio).

Por que tanto temor dos estudos prévios de impacto? Durante algum tempo, argumentou-se que tolheriam a pesquisa científica. Quando se concentrou o foco nos estudos prévios ao plantio com finalidade comercial, passou-se a argumentar que a exigência era "ideológica" ou "fundamentalista".

Mas pretendendo assim qualificar exatamente quem exige estudos científicos, aos quais os defensores dos transgênicos sempre se opuseram.

Há dez anos, pelo menos, o autor destas linhas escreve em jornais brasileiros (sete anos neste espaço) sobre o tema. Tempo mais que suficiente para realizar muitos estudos de impacto ambiental, vários estudos epidemiológicos no País. Nenhum foi feito. Não por acaso, a julgar pelo que acontece no resto do mundo.

Na Grã-Bretanha, um estudo do governo mostrou a "contaminação" de lavouras vizinhas por plantios de sementes transgênicas de canola e beterraba; para a espécie que não apresentou contaminação (milho), o governo propôs regras para o plantio e assinatura de termo de responsabilidade (por possíveis danos) pelos produtores da semente. Eles se recusaram a assinar.

Segundo o jornal The New York Times, republicado por este jornal, as contaminações de plantações por transgênicos no Havaí (mamão), México (milho) e Canadá (canola) levantam preocupações em toda parte.

A região francesa da Bretanha decidiu há poucos dias tornar-se a 15.ª no país "livre de transgênicos". A própria Organização Mundial de Comércio vai convocar cientistas para dar parecer sobre o tema, diante da recusa da União Européia de eliminar suas restrições aos transgênicos E o representante da FAO no Brasil, José Tubino, diz que o pensamento dessa instituição sobre os transgênicos é de "cautela". Posição ainda mais severa é a do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (GEO 2003), para quem os transgênicos "podem ser perigosos para a biodiversidade e a saúde humana". Por aqui, preferimos continuar passando por cima de tudo. Até de ministros do próprio governo (Meio Ambiente, Saúde, Desenvolvimento Agrário). Algum preço haverá.